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10 de janeiro de 2011

As melhores do CAL

Como o prometido no programa "Cantos da Alma Latina", aí está a seleção das músicas mais comentadas pelos ouvintes no decorrer do ano de 2010. Artistas como Pablo Milanés, Diana Pequeno, Mercedes Sosa, Rita Ribeiro, Juan Carlos Baglieto, Maria Bethânia, Jorge Drexler, Adriana Calcanhoto, Anna Belen, Nilson Chaves, entre outros.

O CAL vai ao ar todos os domingos as 19:00 pela rádio Roquette Pinto FM (94.1).

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[Melhores do CAL]

28 de novembro de 2010

Um Rio que pode voltar

O esplêndido disco da pianista Fernanda Canaud e do bandolinista Joel Nascimento, "Valsas Brasileiras", nos remete a um Rio de Janeiro boêmio, porém muito menos violento e sem o lucrativo mercado das drogas, um Rio com mais humanidade, mais gentileza, mais poesia, mais amor. E eu espero sinceramente que em algum momento aí pra frente, depois de solucionadas todas as convulsões sociais, morais, éticas e tantos outros ais, possamos viver um pouco do clima, do astral desse Rio tocado pelo Joel e pela Fernanda. Enquanto isso não acontece vamos curtindo esse disco, entocados em nossas "trincheiras domésticas", vendo lá fora arder a hipocrisia, a politicagem e a marginalidade, juntos com nossos carros e ônibus.

Por Mario Medella

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[Joel Nascimento & Fernanda Canaud - Valsas Brasileiras]

2 de novembro de 2010

A graça nas teclas negras

Travando diálogos virtuais com meu diletíssimo e folclórico amigo "Durinho do Andaraí" (ex-Durinho da Foz), que de vez em quando atende pela alcunha de Jonhson Mayer, descobri a história de uma das canções mais gravadas lá pelas terras do tio Obama: Amazing Grace, muito utilizada como tema natalino.

O autor do tema, John Newton (1725-1807), tem uma história bem curiosa. Antes de se tornar um respeitável e venerável clérigo, autor de muitos hinos espetaculares, ele foi um marinheiro dissoluto que, inclusive, participou do tráfico negreiro para os EUA e América do Sul. Consta que ele, juntamente com os outros marinheiros, costumava fazer uso sexual das negras jovens embarcadas.

Sua mãe, que frequentara a Igreja Anglicana e morreu quando ele tinha 6 anos de idade, sonhava em ver o filho pastor . O pai, que era católico, mas também flertava com a fé protestante, fora marítimo mercante e iniciou o filho no gosto por trabalhos em navios.

Sua conversão começou após uma tempestade em que seu navio quase naufragou e onde viu um amigo marinheiro ser arrastado por uma onda que atingiu um compartimento do barco onde ele próprio estivera poucos segundos antes. No meio da tormenta ele teria feito um gesto de submissão e de entrega do seu destino nas mãos de Deus. De certa forma isso lembra um pouco a conversão de S. Paulo, que precisou cair do cavalo e ficar cego para certificar-se dos poderes celestiais.

Por desacatar comandantes de navios acabou prisioneiro e escravo em Serra Leoa, onde permaneceu como desaparecido por longo tempo. Tendo conseguido enviar uma carta para a Inglaterra, seu pai providenciou que um navio mercante - que percorreria toda a costa africana - o procurasse por lá, o que resultou em sua libertação.

Amazing Grace faz parte do chamado "spirituals", canções de conteúdo religioso, que desde o começo do século XX sofreu influência direta do Jazz e do Blues, ou como afirmam alguns, que o processo foi o contrário.

Lá em seus primórdios o "Spirituals", baseava suas composições na slave scale(escala escrava), que utilizava apenas sustenidos e bemóis(teclas negras do piano), hoje em dia isto certamente seria politicamente incorreto e estaria proibido, assim como acaba de ser o livro "Caçadas de Pedrinho" de Monteiro Lobato, que não pode mai ser adotado por escolas, só rindo. Se todo racismo fosse o que "impera" no alegre Sítio do Pica-Pau Amarelo, essa praga jamais teria existido no mundo.

Voltando a "Incrível Graça", cá entre nós, e que todos nos ouçam, o Godspell do Tio Sam, musicalmente falando, está anos-luz a frente do "gospéu" tupiniquim.

O Paz & Música preparou um mimo exclusivo para os seus frequentadores. Uma seleção inédita com 22 versões de Amazing Grace, Aleluia!

Por Mario Medella

1) Acappella

2) Anne Murray

3) Celine Dion

4) Christina Aguilera

5) Demis Roussos

6) Dolly Parton

7) Elvis Presley

8) Janis Joplin

9) Joan Baez & Mimi Farina

10) Johnny Cash

11) Judy Collins

12) Katherine Jenkins

13) Kelly Family

14) Louis Amstrong

15) Nana Mouskouri

16) Randy Travis

17) Santana & Jeff Beck

18) Sinead O'Connor

19) Steve Vai

20) Willie Nelson

21) Yes

22) Andre Rieu


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[Amazing Grace Versions]

26 de setembro de 2010

Bach em instrumentos antigos

Dentre as muitas virtudes que fizeram J.S. Bach uma referência para a história da música universal, está a sua imensa capacidade de transitar pelo tempo, interligando constantemente o antigo e o moderno, o passado e o presente, numa síntese que muitas vezes aponta para o futuro. Assim, com a mesma habilidade que explora os mais modernos recursos dos órgãos de seu tempo, ele vai buscar no alaúde e na viola da gamba, instrumentos então considerados "fora de moda", inspiração para pesquisar novas idéias, descobrir novos caminhos.

Outro aspecto interessantíssimo que encontramos em Bach é a sua habilidade de "arranjador". Nas transcrições de obras de outros autores, como Vivaldi, Marcelo, Telemann e Rameau, ou ainda nas várias versões dadas às suas próprias composições (um movimento de concerto que se transforma numa abertura de cantata, ou ainda, sonatas que aparecem em várias combinações instrumentais diferentes) ele revela uma profunda concepção da linguagem instrumental, sem nunca derivar para o caminho do virtuosismo ou da busca de efeitos imediatos. Para ele, a música está sempre em primeiro plano e a voz ou os mais instrumentos são os meios através dos quais ele consubstancia suas idéias.

Essa universalidade, sempre presente na obra de Bach, é o principal fator que faz dele a figura mais pesquisada, mais estudada e mais discutida do mundo musical, desde meados do século XIX. A releitura apresentada por Georgely Sárkökyt da obra de Bach para alaúde, viola de gamba e cravo, bem como do famoso coral da cantata 147, interpretada através do cravo-alaúde, da viola bastarda e do próprio alaúde, é bem o exemplo das infindáveis possibilidades de recriação que a obra de J.S. Bach propicia ao intérprete.
Por Marilia Pini
(Coordenadora dos cursos de música do Uni FIAM FAAM)

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