Mostrando postagens com marcador Planeta Vinil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Planeta Vinil. Mostrar todas as postagens

30 de outubro de 2010

The Isley Brothers

"Shout!" data de 1959 e é um clássico pré-soul, onde a influência mais evidente é o rock n' roll, que podemos dizer que estava dando seus primeiros passinhos. Os Isley Brothers, então um trio, e um dos grupos mais influentes da música negra norte-americana dos anos 50 aos anos 80, são responsáveis diretos pela concepção da música soul. Shout , que geralmente associamos ao filme Wedding Crashers, é a faixa mais hardcore presente no LP, mas a bolacha é repleta de bons momentos, como a engraçada (e ingênua) Respectable , e uma versão curiosa para When The Saints Go Marching In .

1. Shout, Part 1

2. Shout, Part 2

3. Tell Me Who

4. How Deep Is The Ocean

5. Respectable (2)

6. Say You Love Me

7. Open Up Your Heart

8. He's Got The Whole World In His Hands

9. Without A Song

10. Yes Indeed

11. Ring-A-Ling-A-Ling

12. That Lucky Old Sun

13. Respectable

14. When The Saints Go Marching In

15. Gypsy Love Song

16. St. Louis Blues

17. Rock Around The Clock

18. Turn To Me

19. Not One Minute More

20. I'm Gonna Knock On Your Door



Para realizar o download, clique no link a seguir:
[Shout! - Vinil]

26 de setembro de 2010

Paêbirú - Uma lenda cara

Paêbirú (Peabiru), Caminho da Montanha do Sol. caminho que se estendia por mais de mil e duzentos quilômetros da costa brasileira, do Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico. O álbum brazuca lançado em 1975 por Lula Côrtes e Zé Ramalho , é uma grande miscelânea de gêneros, para não dizer uma "michórdia" sonora, podemos perceber: psicodelia , alguns elementos do jazz(improviso/perda do eixo melódico) e muito do regional nordestino. Foi um dos primeiros discos não declarados da psicodelia brasileira. O disco é hoje o vinil com maior valor comercial no mercado "brechóico seborréico" do Brasil , bem conservado, um disco da edição original vale em torno de 4 mil reais, o que sinceramente acho um estúpido exagero, quase uma excentricidade insana, muita grana e muita "lenda" para pouco conteúdo estético.

A principal inspiração dos musicos na criação do disco foi a Pedra do Ingá , situada no município de Ingá , no interior da Paraíba , que é hoje um dos monumentos arqueológicos mais significativos do mundo.

No decorrer da criação do disco, a variedade de lendas sobre Sumé (entidade mitológica na qual os indígenas acreditavam antes da colonização ), inspiraram a faixa de abertura, como diversas passagens do álbum. Outras entidades importantes da cultura afro-brasileira como Iemanjá também são citadas no disco. E este mergulho no rico aspecto cultural do Brasil, certamente é o grande mérito do disco, além de ter sido executado por excelentes músicos, como Alceu Valença e Geraldo Azevedo.

O vinil duplo, com onze faixas, não é das coisas mais agradáveis de se ouvir, o contexto não é harmônico, e sem essa de "harmonia no caos" e tantas outras desculpas e "conceitos" para tentar justificar a ausência de Música. O álbum teve prensagem única de 1.300 exemplares. Destes exemplares, em torno de 1000 se perderam em uma enchente que ocorreu em Recife em 1975. Junto com os exemplares perdidos, também foi destruída a fita máster. Se não fosse o grau de historicidade da bolacha, bem que tudo poderia ter ido. Paêbirú foi relançado no ano de 2005 em vinil e CD na Europa pelo selo Mr. Bongo. Nunca foi lançado no Brasil no formato CD. E já que ele está assurdamente fora de catálogo, vamos disponibiliza-lo aqui para que vocês façam suas próprias análises. É bom que se diga,que sou profundo admirador da obra do Zé, mas como tudo nesse mundo, nada ou ninguém pode ser absolutamente perfeito. Um pequeno parêntese para fecharmos a tampa: certa vez há muitos anos, perguntei à um grande músico amigo meu, o que era a psicodelia na música, ele olhou fixamente para a parede amarela e respondeu: "Pegue qualquer disco, ponha na picape e preste atenção. Se você tiver a impressão de que os instrumentos estão indo cada um para um lado e perceber notas aleatórias, num clima meio nom-sense, você descobriu a psicodelia, meus pêsames."


Por Mario Medella

Para realizar o download deste vinil, clique no link a seguir:

18 de setembro de 2010

Papo Furado - Isaura Garcia e Noite Ilustrada (1970)

Nascida em 26 de fevereiro de 1919, Isaura Garcia, paulistana do Brás, começou cedo. Aos treze anos foi tentar a sorte no programa a hora da peneira, da rádio cultura, mas foi eliminada. Tentou novamente no ano seguinte na Record, onde foi classificada em primeiro lugar, foi contratada e acabou se tornando uma das grandes estrelas da era de ouro do rádio. em 1953, chegou a ser eleita rainha do Rádio Paulista.

Mário de Souza Marques Filho, nascido em 10 de abril de 1928, começou sua carreira como violonista num show em Além Paraíba, MG. O apresentador esqueceu seu nome na hora da apresentação e, vendo que o músico levava no bolso da calça um exemplar da revista "noite ilustrada", não pestanejou: "e agora com vocês a grande revelação... noite ilustrada!", e assim pegou o apelido com o qual ficou conhecida uma das mais belas vozes do nosso samba.

O álbum foi produzido por Hermínio Belo de Carvalho, e traz uma variedade de compositores da melhor estirpe do cancioneiro tupiniquim. Tudo distribuído de forma descontraída, em pout-pourries muito bem estruturados e arranjados. O bolachão vale a pena. Baixe aqui e ouça em sua "vitrolinha digital".


Para realizar o download, clique no link a seguir:
[Papo Furado - Vinil]

Índio quer Chopin, se não der...

Mussapere e Herundi são os nomes indígenas de Natalício e Antenor Lima (o sobrenome Lima foi adotado em reverência ao tenente Moreyra Lima). Ambos são índios da tribo dos Tabajaras, que falavam apenas Tupi e aprenderam português apenas a partir dos 10 anos de idade. Natalício (também conhecido como Nato), Eles nasceram no interior do Ceará.

Os irmãos nunca haviam visto instrumentos de "homem branco" até que a primeira expedição militar chegou ao acampamento da tribo e o primeiro instrumento que eles ouviram foi a corneta tocada por um dos soldados. Depois que o exército seguiu adiante, eles decidiram deixar a tribo e seguir viagem pelo país, primeiro indo até Fortaleza a pé. Eles continuaram a caminhada, parando em muitos lugares até chegarem ao Rio de Janeiro (um total de aproximadamente 2,700km, que eles levaram mais de 3 anos para completar). Foi durante essa longa viagem que eles primeiro pegaram num violão e começaram a aprender o básico do instrumento.

Uma vez chegando ao Rio de Janeiro, eles começaram a tocar violão e cantar músicas indígenas nas ruas da cidade e conseguiram sobreviver decentemente com essa atividade, chegando até mesmo a comprar uma casa. Na medida em que foram ficando conhecidos, eles começaram a tocar no rádio, o que os teria levado ao Chile, onde ouviram música clássica pela primeira vez. Eles se apaixonaram pela música de Chopin e decidiram aprender a ler partitura e transcrever peças para o violão.

Musicalmente falando, é muito difícil encontrar uma explicação para os Tabajaras. Eles são auto-didatas, com uma velocidade e precisão impressionantes. Nato Lima aprendeu a tocar de palheta e de dedos, mas no final misturou ambos, ele tinha uma pequena palheta amarrada ao polegar e conseguia alternar ambos os estilos de maneira extremamente eficiente. Em 1953, os irmãos chegaram aos EUA e acabaram sendo contratados pela RCA Victor através de um amigo que eles encontraram acidentalmente em Nova Iorque quando estavam brincando de arremessar bolas de neve um contra o outro.

Nos EUA, os Tabajaras não chamaram muito a atenção logo no início. O fator "exotismo" acabou se revelando importante no desenvolvimento de suas carreiras e assim que eles começaram a aparecer na TV, eles se tornaram um sucesso retumbante, vendendo milhões de LP's que misturavam uma variedade de estilos como jazz, bossa nova, clássico, bolero, e também música folclórica. Eles também se aventuraram a cantar em inglês, espanhol e português. E aí está o vinil que traz o duo executando peças clássicas, impressionante! E de lambuja, o programa "Violão", idealizado e apresentado por Fábio Zanon (Cultura FM SP), que traz uma rara e preciosa entrevista com Nato Lima.


Para realizar o download, clique no link a seguir:
[Índio Tabajaras - Vinil] - [Programa Violão - Cultura FM]

Cinco na Bossa - Nara Leão & Edu Lobo & Tamba Trio (1965)

Lançado pela Philips, esse é o tipo do disco que carece de parangolés. Nara e Edu em começo de carreira, acompanhados do Tamba Trio, sem comentários, só ouvindo e regozijando-se.

1- Carcará ( José Cândido, João do Vale )
2- Reza ( Ruy Guerra, Edu Lobo )
3- O trem atrasou ( Paquito, Vilarinho, Estanislau Silva )
4- Zambi ( Edu Lobo, Vinicius de Moraes )
5- Consolação ( Baden Powell, Vinicius de Moraes )
6- Aleluia ( Ruy Guerra, Edu Lobo )
7- Cicatriz ( Zé Keti, Hermínio Bello de Carvalho )
8- Estatuinha ( Gianfrancesco Guarnieri , Edu Lobo )
9- Minha história ( Raymundo Evangelista, João do Vale )
10- O morro não tem vez ( Tom Jobim, Vinicius de Moraes )


Para realizar o download, clique no link a seguir:
[Cinco na Bossa - Vinil]

27 de agosto de 2010

Sidney Miller (tributo) - Zé Luis & Zezé Gonzaga & Alaíde Costa

Dois anos após a morte do excepcional compositor brazuca Sidney Miller, Hermínio Bello de Carvalho e Antonio Adolfo produziram este disco, aproveitando a deixa do Projeto Almirante da Funart. No álbum temos reunidas algumas das melhores e mais conhecidas composições de Sidney Miller, interpretadas por três cantores: Alaíde Costa, Zéluiz e Zezé Gonzaga. Os arranjos são de Antonio Adolfo que também toca no disco. Somando a esses, temos também o próprio autor em duas faixas, "O circo", extraída de um de seus discos e a emblemática "A estrada e o violeiro" com Nara Leão.
Acompanha o bolachão um encarte com textos de Hermínio, Tárik de Souza e Nelson Motta.


O disco não se encontra à venda, a não ser em algum "brechó sonoro";
está fora de catálogo a muito tempo e certamente jamais será reeditado
em CD. Nesse caso o Paz & Música, em prol da memória musical e sem
hipocrisia, facilita as coisas.


Maria Joana / Alô Fevereiro - Zé Luiz e Zezé Gonzaga
Nós os Foliões - Zé Luiz
Alma Minha - Zezé Gonzaga
Casinha do Arraial - Zé Luiz
O Circo - Sidney Miller
Menina da Agulha - Zéluiz e Alaíde Costa
O Bonde - Zé Luiz
Pois é, Prá Quê? - Zezé Gonzaga, Alaíde Costa e Zé Luiz
A Estrada e o Violeiro - Sidney Miller e Nara Leão



Para realizar o download, clique no link a seguir:
[Alaide Costa Zezé Gonzaga e Zé Luiz - Sidney Miller (1982)]