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10 de janeiro de 2011

As melhores do CAL

Como o prometido no programa "Cantos da Alma Latina", aí está a seleção das músicas mais comentadas pelos ouvintes no decorrer do ano de 2010. Artistas como Pablo Milanés, Diana Pequeno, Mercedes Sosa, Rita Ribeiro, Juan Carlos Baglieto, Maria Bethânia, Jorge Drexler, Adriana Calcanhoto, Anna Belen, Nilson Chaves, entre outros.

O CAL vai ao ar todos os domingos as 19:00 pela rádio Roquette Pinto FM (94.1).

Para realizar o download, clique no link a seguir:
[Melhores do CAL]

28 de novembro de 2010

Discos fresquinhos! Quem vai?

A edição 140 do Cantos da Alma Latina, traz quatro discos lançados em 2010: Ária (Djavan), Amar la Trama (Jorge Drexler), Concerto (Zeca Baleiro) e Segunda Cita (Silvio Rodriguez).

A seção "Garimpo" (um mergulho no mundo dos blogs), traz uma faixa do disco que Simone e Roberto Ribeiro gravaram em 1973, primeiro registro fonográfico dos dois artistas, pepita garimpada no blog musicariabrasil.blogspot.com. Aliás, você pode divulgar seu blog de música nesta seção, basta contactar o P & M através do e-mail blogpazemusica@gmail.com.

Lembrando sempre que o CAL tem como proposta a aproximação e a integração da produção musical brasileira com a produção musical latino americana. Ouça o programa antes de ir para o ar pela Rádio Roquette Pinto FM (94.1), domingo às 19:00.


Para realizar o download, clique no link a seguir:
[Cantos da Alma Latina nº140 - 28/11/2010]

16 de novembro de 2010

O pai do rádio auriverde

Muitas pessoas já dedicaram parte de sua vida ou toda ela, à construção e desenvolvimento do Brasil. Uma delas foi Edgard Roquette-Pinto, principalmente quando percebeu profeticamente em 1922, a importância do rádio como a forma de comunicação popular e democracia cultural em nosso país.

Médico, antropólogo e educador brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, no bairro de Botafogo, em 25 de setembro de 1884, Roquette-Pinto foi o precursor da radiodifusão brasileira, sempre com o objetivo de difundir cultura e educação. Graduou-se em medicina, com especialização em medicina geral, mas logo rumou para a Antropologia, sendo nomeado professor assistente de antropologia do Museu Histórico Nacional em 1906. Conheceu então uma das figuras mais marcantes para sua biografia e para história do Brasil, o tenente-coronel Cândido Mariano da Silva Rondon.

Roquette-Pinto acompanhou Rondon em uma de suas expedições à Serra do Norte, tendo contato com os índios Nhambiquaras e pioneiramente filmando uma civilização que ainda vivia na pré-história em plena alvorada do séc.XX. Filmava e tomava apontamentos a todo instante em seus cadernos de viagem.

Nessa expedição - e em toda a sua vida - foi etnógrafo, sociólogo, geógrafo, arqueólogo, botânico, zoólogo, lingüista, farmacêutico, legista, fotógrafo, cineasta e folclorista. Com todas as experiências e anotações que trouxe na bagagem, Roquette- Pinto passou os 4 anos seguintes escrevendo um dos marcos da Etnografia brasileira, o livro "Rondônia", que o levaria posteriormente à Academia Brasileira de Letras.

Em 1922 a então rádio telefonia é mostrada ao País na exposição comemorativa do centenário da Independência do Brasil. Roquette-Pinto entusiasmou-se com os novos equipamentos que não despertava especial atenção dos freqüentadores da referida feira. Vislumbrou-lhe o futuro.


No início de 1923, convicto da importância educativo-cultural do rádio, sensibilizou com suas idéias o presidente da Academia Brasileira de Ciências e fundou, em 20 de abril daquele mesmo ano, a primeira estação de rádio no Brasil, a Sociedade Rádio do Rio de Janeiro, instituição de caráter basicamente educativo-cultural que funcionava como uma sociedade real, sobrevivendo das doações de seus sócios.

Anos depois, para não transformá-la em um veículo comercial, Roquette-Pinto preferiu doá-la ao Ministério de Educação e Cultura. Nascia assim a atual Rádio MEC. Em 1927 ingressou na Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 17. Dois anos depois realizou as primeiras demonstrações televisuais no Brasil.

Incansável, em 1934 fundou a Rádio Escola Municipal do Rio de Janeiro, emissora de caráter estritamente educacional atuando nos vários níveis de ensino. Em 1946 a Rádio Escola passou a se denominar Rádio Roquette-Pinto, homenageando seu fundador e idealizador, que idoso e enfermo, não concordava com a homenagem. Mesmo assim o Prefeito Henrique Dodsworth, à revelia, deu o nome de Roquette-Pinto, ainda em vida, à emissora.

Edgard Roquette-Pinto, este grande pioneiro, viria a falecer alguns anos depois, a 18 de outubro de 1954 aos setenta anos de idade. Deixando a sua marca de realizações e idealismo.


http://www.94fm.rj.gov.br/

20 de outubro de 2010

CAL ganha nova dinâmica

O Cantos da Alma Latina estreia quadros e dinamiza o ritmo do programa. Os novos quadros são:

1) Garimpo (um mergulho no mundo dos blogs), onde o músico, produtor, pesquisador, poeta e DJ, Mario André, traz a tona verdadeiras "pepitas sonoras" extraídas dos bons blogs de música.

2) Inspiração (músicas que servem de mote, para palavras que servem de poesia), nesse quadro, Mario escreve poemas especialmente para o momento, sempre inspirados em alguma canção latina ou brasileira.

3) América Viva (a essência da música latina e brasileira em voz e violão), nessa seção, o menestrel cego dá o tom, solta a voz, e a música rola ao vivo no estúdio da Roquette Pinto.

O CAL vai ao ar todo domingo às 19:00, pela Roquette Pinto FM (94.1).

http://www.94fm.rj.gov.br/



Faça o download do programa no link a seguir:
[Cantos da Alma Latina nº136 - 10/10/2010]

19 de outubro de 2010

Atenção, inscrições abertas

* Workshop: Radioteatro, com a radioatriz Wania Rocha Dia 30/10, de 8 às 17h Objetivo: trabalhar atividades que desenvolvam capacidades como a imaginação, a criatividade, a sensibilização, a estimulação do sentido da audição e outros. Tudo isso dentro de um contexto que prioriza o universo lúdico-sonoro do rádio, fazendo uso também de leitura e interpretação de textos característicos para o radioteatro. O encontro será uma oportunidade de vivenciar atividades que proporcionam um contato menos passivo e técnico, mais sensível e lúdico com o veículo.

* Oficina: Esporte no Rádio, com os jornalistas Marcus Aurélio, Leandro Lacerda, Maurício Bastos e Emerson Rocha. Período: de 06/11 a 11/12, aos sábados, de 8 às 12h Abordagem: técnicas de transmissões esportivas no rádio brasileiro: locução, texto, pordução, reportagens, coberturas e simulações de transmissões.

Inf. (21) 25329942 (atend. de de 8 às 13h, em dias úteis) * unirr@unirr.org.br. Local: Cinelândia/ RJ

11 de outubro de 2010

O top 10 no FM carioca

A ABAR(Associação Brasileira dos Amantes de Rádio), para comemorar seus dez anos de existência, fez uma espécie de ranking, traçando um mapa dos melhores programas, relacionados a música e a cultura, no FM carioca. A lista foi montada a partir da consulta com mais de 15.000 ouvintes assíduos de rádio, no decorrer dos anos de 2009 e 2010. A numeração da lista não implica em colocação, já que a pesquisa se interessou mais pelo gosto do ouvinte do que propriamente por uma disputa de audiência. O trabalho foi construído a partir dos segmentos: "Adulto Contemporâneo" e "Alternativo".


1) Zoombido - Moska - segunda/21:00 - MPB FM

2) Hora do Blush - Isabela Saes - seg. a sex./17:00 - Sul América Paradiso FM

3) Bossa Moderna - Tarik de Souza - dom./22:00 - MEC FM

4) Geléia Moderna - DJs Brant & Jorge Lz - sab./17:00 - Roquette Pinto FM

5) Ronca Ronca - Maurício Valadares & Nanderson Carpan - ter./22:00 - Oi FM

6) Choro MPB - Henrique Cazes - dom./8:00 - MPB FM

7) Cantos da Alma Latina - Mario André - dom./19:00 - Roquette Pinto FM

8) Caminhos Alternativos - Petria Chaves & Fabíola Cidral - sab./9:00 - CBN

9) MEC Instrumental - J. Carlos - sáb.23:00 - MEC FM

10) Conexões Urbanas - patricia Ferrer & Júlia Tolipan - seg. a sex./17:00 - Roquette Pinto FM

18 de setembro de 2010

O Outro Pai do Rádio Auriverde

Ademar da Silva Casé, conhecido como Ademar Casé, nasceu na cidade de Belo Jardim, Pernambuco, em 09 de Novembro de 1902, filho de João Francisco Casé e Rita Leopoldina Casé.

Cinco anos depois, questões políticas os obrigaram a fugir da cidade. João Francisco havia feito campanha pra um compadre que concorria à prefeitura. Os votos não eram secretos e quem venceu foi o outro candidato.

Naquela época era comum esse tipo de perseguição. Política era questão de vida ou morte. Um dia anterior à fuga, outro compadre dele havia sido assassinado. Através de um amigo da família, João Casé ficou sabendo que quatro homens estavam prontos para assassiná-lo, antes que a noite terminasse.
O tempo passou e João Francisco recebeu a notícia de que a situação em Belo Jardim estava novamente a seu favor. Seu compadre era finalmente o novo prefeito, o que foi determinante para o seu retorno a Pernambuco. No entanto, por pressão de parentes e até mesmo de sua esposa, a nova morada seria em outra cidade, Caruaru.

Um imenso desafio esperava Ademar e sua família naquele novo lugar. Uma epidemia mundial também atingiu a cidade. A gripe espanhola expandiu-se de uma maneira que em todas as residências alguém estava com o vírus. No lar de Ademar não foi diferente. Todos na casa dele ficaram doentes, exceto sua mãe. O pai, João Francisco estava muito mal, não resistiu e morreu.

Em busca de melhores condições de vida e trabalho, Ademar, com apenas 17 anos, foi para Recife. As economias acabaram e o emprego não surgia. Casé dormia nas praças e passava fome.

Através de um amigo de Caruaru, Ademar conseguiu um emprego no “Bilhares Recreio”, no mais famoso e aristocrático salão de bilhar da Capital. Seu trabalho era varrer, arrumar o salão e organizar as mesas de bilhar.

Foi no Recreio que Ademar conheceu o capitão Rogaciano de Mello. Aproveitando a oportunidade, Casé falou do seu interesse em ingressar na carreira militar. Não demorou muito e ele já estava alistado no 21º Batalhão de Caçadores. Dias depois, Casé chegava ao Rio de Janeiro com o grupamento militar.

Era 1922 e o Rio de Janeiro fervia. O país estava vivendo um intenso clima político com a sucessão presidencial. O presidente Epitácio Pessoa elegeu o seu sucessor Arthur Bernardes, o que provocou revoltas e protestos em vários estados. O agrupamento militar, com o qual Ademar saiu de Recife, foi direcionado para a Vila Militar, primeiro regimento de Infantaria, um dos focos de oposição ao então novo presidente Arthur Bernardes.

Involuntariamente, Ademar Casé entrou em combate. Na Vila Militar, diferentemente do que ocorreu no Forte, a revolta foi rapidamente abafada. Os envolvidos foram presos e reenviados para outros estados. Ademar foi preso e levado para São Paulo e, depois, transferido para a cidade de Rio Claro, ficando na Segunda Companhia de Metralhadoras Pesadas.

Dois meses depois, Casé foi posto em liberdade e embarcou em navio de volta a Pernambuco, mas o seu desejo de vencer na vida, de retornar a capital do país e “tentar a sorte na cidade grande” era cada vez maior. Fez alguns “bicos”, juntou algumas economias e embarcou novamente para o Rio de Janeiro.

Após uma longa procura de emprego, Casé conseguiu trabalho no Café Mourisco, um varejo de frutas. Lá, conheceu um argentino que o convidou para trabalhar numa Distribuidora de frutas argentinas no Brasil. Permaneceu nesse emprego até o fim da Câmara de Comércio Brasil-Argentina que foi decretado pelo governo.

Em seguida, Casé trabalhou como corretor de imóveis, vendendo terrenos de um loteamento paradisíaco apresentado em plantas belíssimas. O que Ademar e seus clientes não sabiam era que tudo não passava de uma farsa. Certo dia acompanhando um grupo de clientes numa visita ao loteamento, Casé e todos os clientes se decepcionaram. O lugar era terrível. Não tinha nada do que era apresentado no projeto e, para completar, um dos visitantes foi picado por uma cobra.

Novamente desempregado, Casé tornou-se agenciador de anúncios para a revista Don Quixote e outras publicações como o Careta, Revista da Semana, Fon-Fon, Para Todos, Cena Muda e O Malho. Como o dinheiro era pouco, decidiu que precisava de mais um emprego e começou a ser vendedor de receptores Phillips.

Com a lista telefônica na mão, Casé buscava nomes e endereços de possíveis clientes. A tática era visitar as casas durante os dias úteis. Ele esperava o dono da sair para trabalhar e só então tocava a campanhia.

O segredo consistia em pedir para falar com o proprietário da casa chamando-o pelo nome como se realmente o conhecesse. Em seguida, falava para a esposa que tinha informações que o marido estava interessado em adquirir um rádio. E como a esposa nunca estava sabendo do assunto, e seria impossível saber, ele deixava o aparelho ligado e sintonizado na PRAA Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a melhor da época.

Quando voltava, três dias depois, a família já estava encantada pela novidade. Muitas vezes, ainda contra a vontade, o dono terminava comprando o aparelho. As vendas eram impressionantes e o diretor comercial da Philips do Brasil quis conhecer pessoalmente esse vendedor que chegava a levar 30 aparelhos no carro, vendia todos e voltava com um pedido de mais 27.

Aproveitando os contatos e a sua fama como grande profissional dentro da Phillips, Ademar sugeriu a Vitoriano Borges, um dos diretores, o aluguel de um horário. Explicou que essa nova experiência seria ainda melhor e mais dinâmico do que o “Esplêndido Programa,” programa de maior sucesso na época transmitido pela Rádio Mayrink Veiga.

Domingo 14 de fevereiro de 1932, oito horas da noite, nasceu o programa do Casé que foi batizado em pleno ar. Ademar não havia pensado em um nome para o programa e coube ao Diretor da Rádio Phillips Dr. Augusto Vitoriano Borges improvisar: "A rádio Phillips do Brasil, PRAX, vai começar a irradiar o Programa Casé".

Foi com essa frase que o diretor da Rádio Phillips, Dr. Augusto Vitoriano Borges, batizou o programa que Ademar estreava e que até então não tinha nome, detalhe que foi corrigido no ar com o improvisado “Programa Cas锝. Nascia, então, o programa que mudaria para sempre a história do rádio brasileiro.

Era o primeiro domingo após o carnaval, dia 14 de fevereiro de 1932, oito horas da noite. Casé havia alugado o horário das oito até meia noite, por 60 mil reis por programa.

Para conseguir realizar um programa dinâmico, inovador e principalmente com audiência, Casé precisava de alguém que conhecesse os famosos artistas da época. O contratado foi Sílvio Salema que, além de ser um conhecido cantor da época, era parente de Graziela, esposa de Ademar.

O primeiro programa já foi realizado com grandes nomes, entre eles, Sílvio Salema, Nonô, Luís Barbosa, Mário de Azevedo, João Petra de Barros. A Orquestra de Cordas, com a regência do maestro Romeu Ghipsmann e outros conjuntos embalaram a estréia de Casé, que foi considerada um sucesso.

No início, o programa era dividido em dois horários. O primeiro destinava-se a música popular e o outro a música erudita. Com apenas um programa algo ficou evidente, a música popular era muito mais ouvida. Os telefones não paravam de tocar durante as apresentações dos grandes nomes da época. Casé precisava de audiência e se viu obrigado a retirar a parte erudita, dedicando-se apenas a música popular.

Antônio Nássara e Cristóvão Alencar passaram a fazer parte da equipe de Casé. Os programas foram ficando cada vez melhores, nos moldes da BBC de Londres e da norte-americana NBC.

Ademar Introduziu um dinamismo jamais visto nos programas de rádio no Brasil. Era o fim do amadorismo e o início de programas bem produzidos.

Era costume, no Brasil, abandonar o ouvinte, enquanto se afinava um instrumento ou se resolvia algo. O microfone era sempre desligado nesses intervalos. Casé era um assíduo ouvinte das rádios americanas nas quais, independente do que acontecesse, a música não parava, o ouvinte deixava-se envolver por um ritmo sincronizado que parecia não ter fim. Desse modo, Casé introduziu o BG, (Background), uma música de fundo durante os intervalos entre as apresentações do Programa, recurso absolutamente imprescindível nos dias atuais.

O Programa Casé, com pouco tempo de existência, era o mais ouvido do Rio de Janeiro. Era no microfone de Casé que passavam os maiores artistas da época. Cantar no Casé era motivo de orgulho para todos, principalmente para aqueles que estavam iniciando suas carreiras.

Foi Ademar o primeiro profissional de rádio a valorizar os artistas, o respeito não se dava apenas na sua forma de saber conduzir e reunir suas estrelas, mas, sobretudo, com relação aos bons cachês que eram pagos a todos que passassem pelo Programa, o que resultava em audiência e conseqüentemente em anunciantes.

Cantar no Casé era ser exclusivo do Programa, o que consistia em ter o compromisso de passar domingos inteiros no estúdio, esperando a hora de sua apresentação. Era necessário que todos permanecessem na emissora, afinal, a qualquer momento, poderiam ser chamados ao microfone. Microfone que, por sinal, era um terror para Ademar que o admirava a distância. Casé nunca gostou de falar em microfones.

Era o começo da popularização do rádio que, durante muito tempo, serviu como símbolo de status, tocando apenas óperas e músicas clássicas. A população se identificava com os astros e com as populares canções que eram tocadas no Programa do Casé. O teatro e o humor foram também dois grandes trunfos nas programações de Ademar.

Entre as dezenas de estrelas que participavam do Casé, estavam Francisco Alves, Noel Rosa, Aurora e Carmen Miranda, Orlando Silva, Zezé Fonseca, Sílvio Caldas, Marília Batista, Pixinguinha, entre outros. Uma das artistas mais queridas de Ademar era A “Pequena Notável”, Carmen Miranda. Antes de entrar para o rádio, Casé já era fã da cantora que fazia parte do grupo de “estrelas” do seu programa.

Se até então Ademar havia revolucionado o rádio no país, foi na publicidade que Casé fez história, com uma equipe fantástica de redatores da qual participaram Cristovão Alencar, Paulo Roberto, Henrique Pongetti, Orestes Barbosa, Luiz Peixoto e Nássara. Foi Nássara que compôs para um cliente do Casé, o jingle da Padaria Bragança, primeiro da publicidade brasileira.

Casé contava, ainda, com o trabalho excepcional de Almirante, dotado de uma polivalência pouco vista, ele era o "braço direito de Casé". Dono de um grande espirito empresarial, cuidava do setor financeiro, era speaker e também era um grande humorista e contava piadas no programa.

O programa Casé foi a verdadeira escola intinerante de rádio no país. Da rádio Phillips, o programa transferiu-se para a Sociedade do Rio de Janeiro. Em seguida, ingressou na Rádio Transmissora PRE-3 que foi vendida para o Grupo do jornal O Globo. Depois de uma breve passagem pela Rádio Cajuti, Casé foi para a Rádio Mayrink Veiga PR9-E, onde permaneceu durante sete anos. Da Mayrink passou-se para a Rádio Globo, chegando, finalmente, na PRG-3, Rádio Tupi do Rio de Janeiro.

Foi na Mayrink Veiga que o Programa Casé tornou-se ainda mais marcante com uma exploração ainda maior do humor e da teatralização com as radionovelas. Uma grande paixão de Ademar, que no inicio não obteve boas respostas do público, foi a música clássica, mas a insistência e a criatividade de Casé foram responsáveis pela popularização do clássico.

O programa “Teatro Imaginário” transmitia para os ouvintes óperas inteiras, dando a impressão de que era ao vivo, diretamente do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

O rádio vivia o seu apogeu, os cantores de rádio recebiam da imprensa e do público da época um tratamento de grandes estrelas. O programa do Casé era a melhor e a mais popular diversão radiofônica dessa época. Jingles, reclames, e anúncios fantásticos e criativos marcaram o Casé. Famosas radionovelas, excelentes humoristas e cantores eram os atrativos desse programa que atravessou quase duas décadas se superando.

Casé estava na Rádio Tupi quando a Televisão chegou ao país. Era 1951 quando o Programa Casé encerravva sua história, mas Casé já estava se preparando para outras inovações. Montou uma agência de propaganda e foi trabalhar na TV, onde produziu vários programas entre eles, Convite à Música, Show Cássio Muniz, Show Regina, Tele-Semana, Petit Ballet. Mas foi o Programa Noite de Gala que imprimiu o ritmo da televisão que temos hoje, a melhor produção de TV de Ademar que, novamente, tinha uma grande equipe ao seu lado, dentre os quais Carlos Thiré, Sérgio Provenzano, Sérgio Porto e ainda o seu filho Geraldo Casé.

Em 1960, após sofrer um enfarte, Casé abandonou os meios de comunicação, por recomendações médicas, o que não o impediu de abrir outra Agência de Publicidade, Agência Casé, que foi entregue, anos depois, ao seu filho Maurício Casé.

No dia 07 de abril de 1993, aos 90 anos de idade, a história do rádio e da TV, morreu Ademar Casé um dos seus mais importantes e inovadores personagens.

29 de agosto de 2010

Um Universo de Cultura e Som

Está no ar, incorporada ao site do Instituto Moreira Salles, a Rádio Batuta. Em caráter experimental até a estreia oficial, no dia 31 deagosto, a rádio on-line vai funcionar como um ponto de seleção, análise e entretenimento com base no rico acervo de música popular brasileira abrigado pelo IMS.

Ao navegar pela rádio, percebe-se o caráter editorial que forma suas diferentes seções. Em entrevista ao jornal O Globo, o coordenador da Rádio Batuta, Francisco Bosco, chamou atenção para o "objetivo primordial" de "divulgar de maneira atraente e crítica" as músicas digitalizadas pelo IMS, "sob recortes específicos".

Ao explicar, por exemplo, sobre a divisão que adota em A Canção no Tempo, em parte inspirada pela polêmica sobre o fim da canção no Brasil, Bosco diz que a "ideia é que o ouvinte entenda a aventura dacanção brasileira".

Palestras, shows e debates promovidos pelos
Centros culturais do IMS, playlists, seleções feitas por músicos e especialistas e sites especiaissão algumas das outras atrações da Rádio Batuta.
Conheça os programas da Rádio Batuta

Sabiás, pardocas e feitiçarias um documentário sobre Noel Rosa
No ano de centenário de nascimento de Noel Rosa, a Rádio Batuta mergulha no universo do Poeta da Vila para traçar um perfil de um dos maiores, mais criativos e originais artistas da música brasileira. O documentário, dividido em oito capítulos, contou com depoimentos deCaetano Veloso; Luiz Tatit; do jornalista, pesquisador e crítico musical João Máximo; de Sérgio Cabral (jornalista, escritor, compositor e pesquisador); do letrista, produtor e ensaísta Carlos Rennó; dojornalista Leonardo Lichote; dos ensaístas Santuza Naves e Júlio Diniz;e do pesquisador Carlos Sandroni. Com uma linguagem mais rigorosa eensaística, o documentário é apresentado por Francisco Bosco.

As canções que eles fizeram para mim
Com o intuito de mostrar o quanto o passado musical é integrado aopresente, Francisco Bosco convida grandes músicos da atualidade aescolher, dentro do acervo IMS, canções que influenciaram ou serviram deinspiração para a sua obra. No primeiro programa, o cantor e compositor João Bosco destaca canções gravadas em 78 rpm de épocas distintas da música brasileira: Ernesto Nazareth, Dorival Caymmi, Almir Ribeiro foram alguns dos artistas comentados. Nas semanas seguintes, serão apresentadas entrevistas com
Marisa Monte, Monarco, Mariana Aydar, entreoutros.

Os Batutas - Série
Com caráter mais informativo e introdutório, o programa apresentado por Claudia Diniz traz a público a vida e a obra de grandes mestres dacanção popular brasileira. O primeiro homenageado é o compositor, instrumentista, cantor e ator Custódio Mesquita, que, se fosse vivo, completaria 100 anos em 2010.

A canção no tempo - Série
O programa apresenta sucessos de diferentes épocas da música brasileira, sempre contextualizados com o ambiente cultural, social e político em que foram produzidos. O primeiro programa apresenta um panorama do período entre 1901 e 1905. A série é inspirada e tem pesquisa baseada no livro A canção no tempo: 85 anos de músicas brasileiras, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello.

O fim da canção - Aulas-show
O ciclo de aulas-show apresentado por José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski no IMS em 2009 sobre o fim da canção foi transformado emprograma. A série, com 16 capítulos, apresenta ao ouvinte um minipanorama musical, a partir de uma seleção de canções da música brasileira dos últimos 50 anos. A cada programa, Wisnik e Nestrovskia bordam o tema do fim da canção partindo de algumas canções-chave, interpretadas ao vivo e depois comentadas em contraponto com novosquestionamentos.

Música para escovar os dentes
Os ouvintes terão acesso a playlists com determinados recortes doacervo. Uma seleção já estará no ar na inauguração da rádio: uma listade clássicos da música brasileira. A Rádio Batuta coloca à disposição dos ouvintes a noite de música epoesia que reuniu, em março no IMS, Augusto de Campos, Cid Campos e Adriana Calcanhotto. O espetáculo pensou e cantou poesia concreta.

Vitamina B
Programa informativo, com curiosidades e histórias interessantes epouco conhecidas sobre as canções e seus autores e intérpretes, que fazem parte do rico acervo do IMS. O programa com as pílulas musicais é apresentado pela coordenadora de música do IMS, Bia Paes Leme.

Rádio-pensamento
Temas instigantes discutidos por pensadores brasileiros estão sempre em pauta nessa série. No primeiro programa, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha e o crítico de arte Ronaldo Brito discutem as contradições de Brasília, no ano em que a cidade completa 50 anos. O programa foi gravado no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro e fez parte do seminário Brasília: imagem, imaginário, realizado durante a exposição Asconstruções de Brasília.

Acontece no IMS
Matérias sobre a programação dos três centros culturais do IMS (Rio de Janeiro, São Paulo e Poços de Caldas), com informações sobre exposições, filmes, palestras, shows, lançamentos, entre outros. O programa é apresentado por Carla Paes Leme.


Para acessar o link do IMS, clique no link a seguir:
[Website - Instituto Moreira Sales]

27 de agosto de 2010

Estreia do programa Acervo Origens na Rádio Nacional 96,1 FM (Brasília)

O Acervo Origens é um dos programas que passará a integrar a grade da
Rádio Nacional Fm a partir do dia 28 de agosto. Produzido e apresentado
pelo violeiro Cacai Nunes, o programa vai ao ar aos sábados às 19 horas
e é resultado da parceria da EBC com o músico e a Associação Cultural
Ossos do Ofício.

O Acervo Origens é um Blog na Internet onde Cacai Nunes agrega toda sua
pesquisa na música regional brasileira e disponibiliza para download,
Lp#s de sua coleção, gravações em pesquisa de campo e shows ao vivo de
artistas da cultura popular brasileira e outros que utilizam destes
elementos para fazer música com sua própria identidade.

Desde 2006 no ar, o Blog recebe visitas de vários países do mundo
inteiro. É gente interessada em (re) descobrir a música brasileira, seus
registros musicais e compositores já conhecidos e outros até então
desconhecidos. Lá, é possível conhecer um pouco da obra de Gordurinha
(compositor de Chicletes com Banana e Súplica Cearense), de Camafeu de
Oxossi, figura lendária na Bahia dos anos 60 e ouvir choros, modas de
viola, forrós e registros exclusivos feitos em pesquisas de campo que
Cacai realiza pelo Brasil.

Cacai Nunes acredita que com esta parceria, o maior beneficiado será o
público brasiliense, pois estará diante de um conteúdo que valoriza a
memória musical brasileira, e estabelece vínculos com a nossa identidade
cultural.


Estreia do Programa Acervo Origens
Sábado, dia 28.08, às 19h
Rádio Nacional Fm 96,1 mhz
Você também pode ouvir ao vivo pela internet em http://www.ebc.com.br/ no link
Rádio Nacional FM Brasília.
Após a exibição na rádio, o Programa estará disponivel no Blog
http://www.acervoorigens.com/


Por Cacai Nunes

19 de agosto de 2010

Sacada pioneira

O programa Brasil Latino tem o objetivo de divulgar a música brasileira
gravada por toda a América Latina, como também a chamada música latina
gravada por artistas brasileiros, enfim, todas as canções que passarão
pelo programa terão algo de Brasil, seja na composição, na interpretação
ou na execução, fazendo assim um Brasil mais latino e uma América mais
brasileira. E como diz a vinheta da ótima rádio carioca MPB fm: "MPB é
tudo", e poderíamos acrescentar, inclusive música latina, afinal de
contas o Brasil não fica na Oceania.

O "Brasil Latino" trará gravações que dificilmente tocariam em rádios
tupiniquins, mostrando discos que jamai serão editados por aqui, o
programa mostrará também músicas brasileiras influenciadas pelos
estilos e ritmos latinos.

O "avant premiere" do BL, traz o cantor e compositor pop argentino Fito
Paez cantando Tom Jobim; a leitura do uruguaio Jorge Drexler para "o que
será" de Chico Buarque; o velho Simona com um cha cha cha echo en
Brasil; o pianista cubano Bebo Valdez & Diego el Cigala & Caetano Veloso
na versão de "eu sei que vou te amar; Secos & Molhados musicando Julio
Cortazar; o grupo Raíces de América; Selma Reis e um tango tupiniquim;
Pedro Aznar cantando Cazuza; o Buarque daqui cantando o "Buarque" de
Cuba; Moska traduzindo Drexler, e outras cositas mais.

O programa é produzido e apresentado por Mario André, e em breve
emergirá em alguma grande rádio do Brasil, mas por enquanto você só
ouve aqui no Paz & Música.

Para realizar o download, clique no link a seguir:
[Brasil Latino nº1]

3 de agosto de 2010

Paz na Radiola


O Paz & Música saúda a galera do Radiola Urbana por seu incansável trabalho de resistência cultural, tocando e divulgando canções e artistas que a muito já foram abandonados pela "grande mídia", alguns até que jamais estiveram nela, paralelo a isso trazem boas novidades que ainda não entraram no "circuitão" cruel da "mamãe mídia" que embala seus eleitos ao som da mais pura "vaidade comercial" e como se não bastassem estes dois aspectos de extrema importância, os caras ainda preservam e homenageiam os verdadeiros ídolos que marcaram épocas e influenciarão gerações. Ramiro Zwetsch e sua turma de DJ'S, operadores e colaboradores primam pelo ecletismo e pela mais absoluta ausência de preconceitos em relação a estilos e gêneros, permeado do mais singelo bom gosto. Por ali passam Pérolas, Petardos, Pedradas, Jóias e Bisquis do cancioneiro popular terráqueo. O web dial do RU traz programas imperdíveis para quem gosta do que é bom, do que é belo e do que é verdadeiro. E como diz meu filho filósofo: "os caras não tão de bob".





Por Mario Medella

23 de julho de 2010

Dois pra lá, dois pra cá

O programa "Cantos da Alma Latina" que foi ao ar no dia 4 de abril de 2010 dá uma rápida pincelada na história do bolero, tocando clássicos do gênero e principalmente mostrando que o brasileiro sabe compor e interpretar boleros como ninguém, não devendo nada a cubanos e mexicanos. Baixe e baile a vontade!

Para realizar o download, clique no link a seguir:
[Cantos da Alma Latina nº104]

La voz de América

O programa "Cantos da Alma Latina" que foi ao ar no dia 11 de outubro de 2009, trouxe justíssima homenagem a "La Negra", por ocasião de sua morte que ocorreu no dia 4/10. O programa traz além de canções, depoimentos da própria Mercedes Sosa e comentários sobre sua trajetória. Baixe e curta "La Voz de América". O CAL vai ao ar todos os domingos às 19:00 pela rádio Roquette Pinto FM(94.1).

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[Cantos da Alma Latina nº93]

22 de julho de 2010

[Estreia] Pelas trilhas do mundo

Só aqui você ouve o programa "Pelas Trilhas do Mundo", que dá uma geral em todos os sons do planeta, se é bom passa por aqui. Não importa a raça, credo, tribo, estilo, idioma, o que importa é o som. É como diz uma das vinhetas do programa - "música: uma terra sem fronteiras". Um detalhe importante do "PTDM", é que em todas as suas viagens a nossa "terra brasilis" estará sempre presente no roteiro sonoro, afinal de contas o Brasil tem a maior diversidade musical desse nosso pequenino globo azul chamado Terra. O programa de estreia, a bordo de seu tapete de sisal voador, vai ao Líbano, Cabo Verde, Mali, Espanha, Tibet, Uruguai, Portugal, Turquia, E.U.A. e Geórgia, sem esquecer de Bahia, Maranhão e Rio de Janeiro.

Faça o download no link abaixo e BOA VIAGEM!
[Pelas Trilhas no Mundo nº1]

6 de julho de 2010

Um oásis no dial. Adelante!

Todos os domingos, há três anos, vai ao ar pela Rádio Roquette Pinto FM (94.1), às 19h, o programa Cantos da Alma Latina. O melhor é que não é apenas um programa que toca indiscriminadamente música latina, quem ouve percebe nitidamente o objetivo de integrar culturas através do som, aproximando e misturando a produção musical brasileira e a produção musical latino americana, sem observar época, gênero ou estilo. O único critério de seleção do programa é estético-ideológico, sem se prender a modismos nem a "tralhas sonoras" que nos são impostas goela abaixo pela grande mídia. Do México ao Chile, com o Brasil no meio, o CAL, como carinhosamente os ouvintes chamam o programa, vai fluindo de forma agradável, com dinamismo e clareza. E como diz um de seus bordões: "Cantos da Alma Latina, um programa de música e ideias". O CAL é produzido e apresentado pelo músico Mario André que sempre afirma no ar: "música brasileira também é latina, afinal de contas o Brasil não fica na Oceania!".

Para ter acesso ao conteúdo e programação da rádio, visite:
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